LÍDER
DO ESTADO ISLÂMICO ANUNCIA QUE INTENSIFICARÁ ATAQUES CONTRA CRISTÃOS
Grupo no Egito pediu que
muçulmanos fiquem longe de locais de culto cristão
por
Jarbas Aragão
O líder do Estado Islâmico (EI) no Egito anunciou que o grupo extremista
intensificará ataques contra cristãos. Ele advertiu os muçulmanos que se
mantenham afastados de locais frequentados por cristãos, em especiais seus templos.
Esse alerta teria como objetivo evitar que os seguidores de Maomé morram
em futuros ataques contra o que o EI chamou de “alvos legítimos”.
Durante os atentados terroristas em março contra igrejas, dois policiais
muçulmanos morreram. No Domingo de Ramos duas bombas explodidas em igrejas coptas mataram 45 e
feriram mais de 100 pessoas. O Estado Islâmico reivindicou a
responsabilidade pelas ações.
“Estamos alertando você para ficar longe de encontros cristãos, bem como
as reuniões do exército e da polícia, e as áreas que têm instalações políticas
do governo”, anunciou o líder do grupo islâmico que não se identificou. Sua
fala foi reproduzida pelo jornal muçulmano online Al Naba e rapidamente se
espalhou pelas redes sociais do país.
Desde o início deste ano o Estado Islâmico vem instigando a violência
contra cristãos egípcios, chamados por eles de “infiéis”. Centenas de famílias cristãs foram forçados a fugir de
suas casas na Península do Sinai, no norte do Egito, após uma
série de assassinatos que ocorreram na região. O aviso dos jihadistas era claro: “Fuja ou morra”.
Dirigindo-se aos muçulmanos que não apoiam o EI, o líder jihadistas
disse que não é aceitavam essa posição. “Esta é uma apostasia do Islã e eles
têm que se apressar e se arrepender”, disse ele, exortando os egípcios a
apoiá-los ou juntar-se a eles. Acrescentou que quando as autoridades levam a
cabo uma campanha contra o grupo, toma medidas “contraproducentes” pois, como
tal, acabam apenas “estimulando os [soldados] Mujahedeen” a lutar pelo
verdadeiro Islã.
Desde que começou a perder força no Iraque e na Síria, os soldados do
Estado Islâmico fortaleceram sua presença na África. A situação de
instabilidade política no Egito pode ser um fator determinante para que os
radicais muçulmanos retomem o controle do país.
A Irmandade Muçulmana, grupo simpatizante do EI, governava a nação até a
queda do presidente Mohamed Morsi, em 2013. Destituído pelo exército, ele foi
condenado à prisão perpétua enquanto a Irmandade Muçulmana foi proibida no país
e reprimida pelo regime do atual presidente Abdel Fatah al-Sissi.
Outro aspecto estratégico do EI em dominar o Egito é o fato de ser
vizinho a Israel, país que atacaram recentemente.
Há vários indícios que os jihadistas se aliaram com o Hamas, grupo
palestino que domina a Faixa de Gaza, que faz fronteira com o norte do Egito. A
retomada de poder em solo egípcio poderia resultar em uma escalada na violência
no já conflitante Oriente Médio. Com informações das agências

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