RARO ACHADO ARQUEOLÓGICO É
REVELADO EM CAVERNA DE ISRAEL
Desenho de uma
menorá ao lado de uma cruz pode indicar que era um local de culto
por Jarbas
Aragão.
Três homens faziam
uma caminhada perto das montanhas da Judeia, na região de Sefelá, quando
decidiram explorar o local. Membros do Clube de Espeleologia de Israel,
acreditavam que poderia ser interessante conhecer o interior das centenas de
cavernas do local.
Em uma dela, Mickey
Barkal, Sefi Givoni e Ido Meroz acabaram descobrindo uma inscrição rara, uma
Menorá de sete braços ao lado de uma cruz. Além das imagens raras talhadas na
rocha, havia uma antiga cisterna de água. Esse pode ser um indício que a
caverna serviu como local de culto para os primeiros cristãos da região.
Eles relataram sua
descoberta para a Autoridade de Antiguidades de Israel, que mandou
especialistas para o local. Eles constataram que havia um columbário, com
escavações na parede da caverna que eram usadas para criar pombas na
antiguidade.
Durante o período
do Segundo Templo as pombas eram constantemente utilizadas como parte do
sacrifício religioso. A caverna ainda está sendo estudada, mas acredita-se que
pelo tipo de desenho, com três pés de apoio, foi utilizada antes da destruição
do Templo, no ano 70. Esse tipo de representação era característico da menorá
do Segundo Templo.
Sa’ar Ganor,
arqueólogo da Autoridade em Ashkelon, disse ao Christian Today:
“É raro encontrar o desenho de uma menorá na parede de uma caverna. Essa é uma
descoberta fascinante… Uma comprovação científica da relação dos judeus com o
local durante o período do Segundo Templo”.
Mas ele acredita
que a cruz foi desenhada muito tempo mais tarde, possivelmente durante o
período bizantino – no século IV. Isso ainda não pode ser comprovado e requer
mais estudos.
Até agora, apenas
duas outras gravuras de menorás eram conhecidos na região de Sefelá. Ganor
disse ainda trata-se de uma descoberta importante, que adiciona mais informação
arqueológica e conhecimento sobre a região. “A Autoridade de Antiguidades de
Israel vai continuar a estudar o local, a fim de protegê-lo. Os jovens que
descobriram as gravuras receberão um certificado de boa cidadania”, concluiu.

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