SEGURANÇAS DE IGREJA
AGRIDEM MORADOR DE RUA
Empresa de
vigilância era terceirizada, explica secretário da igreja
por Jarbas
Aragão.
Um caso de agressão
a um morador de rua em Porto Alegre gerou amplo debate nas redes sociais. Uma
filmagem de câmeras de segurança com duração de 15 segundos mostra três
vigilantes espancando um homem em frente a um supermercado. O vídeo foi visto
mais de dois milhões de vezes e compartilhado por quase 80 mil pessoas.
Quando a Polícia
Civil identificou os autores do crime como vigilantes de uma Assembleia de Deus
que fica próxima do local, o assunto se tornou um motivo para inúmeras críticas
e cobranças à igreja.
O morador de rua
identificado como Edson Luiz Walhbring, 25 anos, estava na Avenida Cristóvão
Colombo, no dia 31 de dezembro, sentado na escada de acesso a um supermercado.
Três homens o espancam com chutes e golpes de cassetete.
A Assembleia de
Deus está localizada a 200 metros do local. Segundo a polícia, a agressão
ocorreu por que ele era suspeito de ter roubado o corrimão externo do templo.
Ele nega.
Com uma costela
quebrada e várias escoriações pelo corpo, Edson prestou queixa apenas contra os
seguranças. Mesmo assim, o pastor que lidera a instituição religiosa deve ser
intimado para prestar esclarecimentos.
Os homens que
aprecem na filmagem serão chamados nos próximos dias para prestar depoimento. A
Assembleia de Deus anunciou que não sabia do ocorrido e rescindiu o contrato
com a prestadora de serviço logo que o caso veio à tona.
O titular da 3ª DP,
que investiga o caso, delegado Hilton Müller Rodrigues, explica que o foco é a
empresa de vigilância para a qual os seguranças trabalhavam.
Um representante da
igreja explicou à imprensa que
nenhum dos homens era membro da igreja e que mantinham uma relação apenas
profissional com os vigilantes, pois eram trabalhadores terceirizados
responsáveis pela segurança do templo. Além disso, o fato teria ocorrido fora
do horário de serviço dos vigilantes.
No Facebook,
usuários condenaram o ataque. “Bando de sem vergonha em vez de leva o cara para
dentro da igreja dar um prato de comida fazem isso tudo sem vergonha”, escreveu
um. “Isso que dá não pagar o dízimo na igreja”, provocou outro.

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