por Leiliane
Roberta Lopes
Muçulmanos querem o direito de matar suas mulheres
Uma lei que protege a mulher foi aprovada em uma
das províncias onde há mais casos de violência doméstica
Existe limite para a barbarie? Aparentemente não. Extremistas
islâmicos no Paquistão protestaram recentemente para ter o direito de abusar e
matar suas esposas e filhas.
Segundo o New York Post tudo
começou quando o governo daquele país aprovou uma lei pela defesa e proteção
das mulheres, criminalizando a violência no Punjab, a região mais populosa do
Paquistão.
O que
foi visto em todo o mundo como um avanço, para os extremistas foi um motivo
para protesto, pois na visão deles, proteger as mulheres é “destruir o sistema
familiar no Paquistão”.
Os
protestos acontecem desde 1º de março quando a lei foi promulgada, desde então
os extremistas tentam revogar a lei para continuarem maltratando suas esposas e
filhas.
A lei
em questão pune toda e qualquer forma de abuso contra mulheres praticados por
homens. Quer seja a violência doméstica, emocional, psicológica ou ainda os
crimes cometidos pela internet.
O
projeto fez com que o governo criasse ainda um número de telefone para que as
mulheres possam denunciar os abusos e ajudar as autoridades a identificá-los e
puní-los.
Entre
as punições para o crime está o uso de pulseiras com GPS e ainda o impedimento
de fazer compras de armas.
No
Paquistão a violência contra mulheres é citada pelos veículos internacionais
como “endêmica”, pois elas são tratadas como propriedades domésticas.
O que
se tem de notícias sobre os crimes mais comuns são os crimes de honra, ataques
com ácidos, queimaduras de noivas, casamento com crianças, abuso sexual e
muitos outros.
Só na
província de Punjab, onde a lei já está valendo, foram relatados 7.010 casos de
violência doméstica segundo o relatório de 2014 da Aurat Foundation.
Já
pelos relatórios da Comissão de Direitos Humanos Independente do Paquistão,
foram 1.100 mulheres mortas no país no ano de 2015.
O que
choca nesses índices é que na maioria dos casos as mulheres foram mortas por um
membro próximo de sua família do sexo masculino.
Quem é
a contra a defesa das mulheres afirma que a lei é anti-islâmica, por
contradizer alguns versos do alcorão que autorizam a violência contra as
mulheres.
“A lei
parece ter o objetivo de empurrar as mulheres para fora de casa, e aumentar os
seus problemas”, disse Muhammad Khan Sherani, um dos parlamentares do
Paquistão.
Para o
cheque do partido Jamiat Ulema-e-Islam-Fazl, Maula Fazlur Rehman, a lei pode
inverter os valores do país. “Marido e mulher são considerados parceiros no
Ocidente, mas não é o caso no Paquistão”, diz ele que defende o Alcorão.
“Se
você bater em uma pessoa na rua, é uma agressão criminosa. Se você bater em
alguém no seu quarto, você está protegido pela santidade da sua casa. Se você
matar um estranho, é assassinato. Se você atirar na sua própria irmã, você está
defendendo a sua honra”, afirmou Mohammed Hanif ao New York Post.

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