IGREJA CRESCE EM MEIO À
GUERRA NA SÍRIA POR QUE “HÁ FOME DE DEUS”
Centenas de
muçulmanos se converteram após verem o amor dos cristãos por eles
por Jarbas
Aragão.
Um pastor na região
em Aleppo, na Síria, compartilhou que a crise humanitária do país resultou em
centenas de muçulmanos vindo a Cristo e fazendo a igreja crescer em um ritmo
espantoso.
Segundo a BBC,
entre as centenas de milhares que fugiram da região de Aleppo, cerca de 30.000
eram cristãos.
Desde 2011, quando
iniciou a guerra que destruiu a nação, apenas um quarto da população cristã
permaneceu em solo sírio. A imprensa tem mostrado que quase diariamente a
região leste de Aleppo é bombardeada por soldados da Síria e a força aérea
russa, enquanto o oeste é o alvo de bombardeios das tropas rebeldes.
Em meio ao cenário
de guerra, o pastor Alim decidiu ficar na cidade. Ele conta que sua congregação
está ajudando perto de 2.000 famílias carentes por mês. Tanto muçulmanos quanto
cristãos são atendidos pela sua equipe, que oferece comida, roupas e uma
palavra de esperança.
“Todos os dias
ouvimos falar de alguém que morreu, todos os dias estamos cercados pela morte”,
lamentou.
“Sentimos muita
dor, mas se não podemos fazer nada por aqueles que morreram, vamos fazer a
diferença para os vivos. Podemos ajudá-los”, resume. Ao mesmo tempo que a
guerra trouxe dor e sofrimento contínuos, também fez com que milhares viessem a
Cristo.
“Por causa dessa
crise, construímos pontes com pessoas que nunca tivemos contato antes”,
explicou. “Começamos a visitar as famílias, organizamos acampamentos para
crianças que não são cristãs, e suas mães também vêm”.
O pastor Alim
compara: “Antes da guerra, éramos uma igreja com 150 a 200 membros. Agora o
número é o mesmo, mas a grande maioria é gente nova.” Todos os anos batizamos
de 15 a 20 pessoas. Há número igual de novos crentes que preferem não se
batizar por causa da pressão da comunidade islâmica”.
O líder religioso
explica que ao testemunhar o amor e a compaixão demonstrados pelos cristãos, os
muçulmanos traumatizados pelos horrores da guerra estão cada vez mais abertos
ao Evangelho.
“Há fome para se
aproximar de Deus, há fome para participar das reuniões de oração, por exemplo.
Agora toda a congregação vem a essas reuniões, a igreja está sempre cheia de
pessoas orando”.
Amor
é a chave
Ele ressalta que
alguns muçulmanos só tomaram uma decisão depois de terem sonhos com Jesus.
“Deus está falando a linguagem de cada grupo”, acredita. “Os muçulmanos
encontram Jesus em sonhos. Uma mulher diz que sonhou com um homem vestido de
branco e seu rosto brilhava. Quando acordou, foi para a igreja. Ela tinha muito
medo de ser rejeitada, mas foi aceita com amor”, assegura.
As conversões
também ocorrem após trabalhos de evangelismo. Recentemente, um grande número de
pessoas deslocadas de outras áreas chegou até Aleppo. Eles ficaram em escolas,
mesquitas e em edifícios semidestruídos.
“Nossa igreja tomou
a iniciativa de visitá-los”, lembra Alim. “O que vemos e ouvimos é muitas vezes
desolador, mas agora essas pessoas veem o que a igreja faz. Agora há uma maior
valorização do seu papel. Antes, as pessoas reagiam de forma diferente, diziam
‘Lá vêm os infiéis’. Agora as pessoas nos veem de forma diferente”, comemora.
Deixa claro que
muitos desses novos convertidos eram muçulmanos que nunca conheceram um cristão.
Após verem as atrocidades que os jihadistas cometeram em nome do Alcorão,
passaram a ver que os cristãos foram os únicos a lhes oferecer amor.
Enquanto milhares
de sírios continuam a fugir para fora do país, o pastor disse que Deus deseja
que ele permaneça.
“Eu sinto um
chamado de Deus. Ele quer que eu esteja aqui até o fim, enquanto houver
trabalho para fazer em Aleppo. Não foi uma decisão fácil”.
Acrescentou que
toda essa crise só fortaleceu a sua própria fé. “Passamos por situações muito
difíceis, não sabemos por que sentimos tamanha paz e esperança! Acho que Deus
está nos dando uma graça dupla”, encerra. Com
informações de Gospel Herald

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