MULÇUMANO PREGA EM IGREJA
EVANGÉLICA E ACABA APLAUDIDO DE PÉ
Convite de pastor
visava “combater estereótipos”
por Jarbas
Aragão.
O pastor John
Clarke acredita que a melhor maneira de ajudar os membros de sua igreja a
entender o Islamismo é ouvir o que eles pregam. Por isso, o responsável pela
Igreja Anglicana de St. Paul, em Charlottetown, Canadá, convidou um líder
muçulmano local para pregar aos fiéis no último domingo.
Em nome do
“politicamente correto”, Clarke assinou no início do ano um compromisso de
diálogo com outros líderes religiosos locais, a chamada “Carta da Compaixão”. O
pastor sempre defendeu que gostaria de ver representantes de outras religiões e
grupos culturais falarem na igreja. Por isso chamou Zain Esseghaier, que é um
dos dirigentes da Sociedade Muçulmana de seu estado.
“Ao invés de apenas
crermos na má publicidade que recebe a fé islâmica, optamos em ouvir diretamente
deles o que defendem”, explicou Clarke. “Afinal, todos vivemos na mesma
comunidade.”
Esseghaier fez uma
prédica apresentando os princípios de fé do Islã, além de comparar o islamismo
e o cristianismo em áreas como a oração. Ele também respondeu a perguntas sobre
como as mulheres são tratadas e o sento de jihad – guerra santa.
Para Esseghaier,
muitos ensinamentos do Islã são ‘mal interpretados’. “Se você pegar algo que é
bom e vê as pessoas corrompendo isso, é ruim. Podemos dizer que é como usar a
democracia para dominar as outras pessoas”, resumiu.
Disse também que
não era preciso que cristãos e muçulmanos tenham medo “uns dos outros” e que
era preciso se informar antes de falar sobre a fé alheia. O objetivo do convite
era “combater estereótipos”.
Segundo o pastor
Clarke, no final de sua apresentação, Esseghaier foi aplaudido de pé.
Finalizou dizendo
que “Quanto mais se sabe sobre o outro e quanto mais conhecemos sobre as
diferentes religiões que constituem esta comunidade, melhor viveremos, porque
isso vai gerar mais compreensão, mais respeito e, especialmente, mais aceitação
do outro”.
Esse tipo de “intercâmbio” de igrejas com líderes
muçulmanos já é relativamente comum na Europa e tem
ocorrido também nos Estados Unidos. Geralmente, os pastores que promovem esse
tipo de aproximação não gostam de falar sobre as partes do Alcorão que ensinam
sobre a necessidade dos islâmicos matarem os infiéis (judeus e cristãos).
Com informações de CBC

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