BRASIL
VOLTA A SE JUNTAR A PAÍSES ISLÂMICOS CONTRA ISRAEL NA ONU
Resolução da UNESCO nega direitos
de Israel sobre Jerusalém
por
Jarbas Aragão
A Organização das Nações Unidos para a Educação, Ciência e Cultura
(Unesco) aprovou nesta terça-feira (2) mais uma resolução contra Israel. O
documento, aprovado na 221ª Sessão Oficial da entidade, retira a soberania dos
judeus sobre a cidade de Jerusalém. O texto, votado em uma reunião em Paris, na
França, foi aprovado por 22 países, entre eles o Brasil. Houve 10 votos
contrários e 26 abstenções, indicando que o assunto não é consenso.
O texto da resolução foi apresentado pelas nações islâmicas Argélia,
Egito, Libano, Marrocos, Omã, Qatar e Sudão, em apoio à Palestina. Afirmando
que Jerusalém “é importante” para as três religiões monoteístas (judaísmo,
cristianismo e islamismo) não poderia ficar sob domínio de somente um país ou
religião.
Em linhas gerais, repete-se a resolução aprovada na última reunião,
em outubro do ano passado, que visava condenar a atuação de Israel sobre
Jerusalém e trata o monte do templo, incluindo o Muro das Lamentações como locais
sagrados apenas do islamismo.
Ao negar a ligação histórica dos judeus com o local, as Nações Unidas
ignoram toda a narrativa do Novo Testamento, ou pior, transforma Jesus em uma personalidade
muçulmana, embora ele tenha estado em Jerusalém 700 anos antes do surgimento do
Islã.
“O Brasil tem sido passado pelo fogo, e os que nos governam estão
sob juízo e recusam-se a se arrepender, buscando desculpa e escapes para sua
total destruição. Talvez estejamos vendo diante dos nossos olhos que o coração
dos governantes do Brasil estão endurecidos por Deus, como O Senhor fez com
Faraó. Nos cabe, como voz de Deus nesta nação, continuar a falar sem esmorecer,
porque não vamos nos calar”, diz ele em nota enviada ao portal Gospel Prime.
Na semana passada, antevendo uma nova decisão do Itamaraty contra
Israel, a pastora Jane Silva, presidente da Comunidade Internacional Brasil e
Israel, vinha pedindo uma mobilização de cristãos brasileiros em oração. Em
carta aberta ao presidente da República, citou Gênesis 12:3, lembrando a ele que a promessa de Deus continua válida.
O texto diz: “Abençoarei os que te abençoarem, amaldiçoarei aquele que te
amaldiçoar”.
“O que mais me preocupa é o Brasil estar indo na contramão das Santas
Escrituras”, destacou, questionando por que o atual governo segue os passos do
PT e se alia aos muçulmanos para negar a existência do Templo. Para a pastora,
“surpreendentemente, o Brasil, um dos maiores países cristãos do mundo, desde
2012 tem votado consistentemente a favor desta resolução absurda”.
Negação da história
O texto que foi colocado em votação hoje vinha sendo duramente criticado
pelas autoridades israelenses, que previam o novo ataque à sua soberania. Eles
alegam que o organismo das Nações Unidas está “politizado” e “nega a história”,
nesta que é a enésima resolução sobre Jerusalém. O que mais chama atenção é que
a decisão foi tomada no dia em que se comemora os 69 anos da independência de
Israel.
Além dos Estados Unidos, os críticos mais contundentes da decisão são os
italianos. O ministro das Relações Exteriores, Angelino Alfano, disparou: “A
Unesco não pode virar a sede de um conflito ideológico permanente”. Com
informações de Jewish Telegraphic Agency